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Qua, 30/01/2019 | Atualizado em: 30/01/2019 às 05h07


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Maldade Pedreiro não teve dó de garotinho

Andrezza Moura eCatarina Alcântara*
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"Não abusei da criança, matei por que estava com raiva da mãe. Pensei que ela ia me largar", confessou o pedreiro Celso Pereira Bispo, 42, anos, o motivo pelo qual matou o enteado, Walter de Jesus Júnior, de 7 anos, na última terça-feira (22), em Salinas da Margarida, próximo à Ilha de Itaparica. O corpo da criança foi encontrado na quarta-feira (23), enterrado em uma cova rasa, às margens de um rio, próximo à casa onde morava com a família e a poucos metros da casa do suspeito.

Segundo o delegado Artur Guimarães, titular da Delegacia de Itaparica, Celso ficou com raiva da mulher após ela propor morar em casas separadas para não perder a guarda dos três filhos, de 3, 5 e 7 anos, para o ex-marido. "As crianças passavam uma semana com ela, uma semana com o pai. Ela dormia em casa, quando os filhos estavam com ela, mas ela tomava café e almoçava com Celso todos os dias. O casal estava junto há apenas cinco meses.

Celso foi preso na sexta-feira (25), por força de um mandado de prisão temporária, após peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Santo Antônio de Jesus encontrarem vestígios de sangue em um banheiro e na área de serviço da casa onde ele morava. Antes da prisão, o pedreiro já tinha sido conduzido à Delegacia de Salinas, mas negou o crime e foi liberado por falta de provas. Uma faca e a roupa que Celso usava no dia do crime foram apreendidas e encaminhadas para perícia.

* Sob a supervisão do editor Samuel Lima