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Seg, 28/01/2019 | Atualizado em: 28/01/2019 às 05h07


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Tirar satisfação com rival foi fatal

ANDREZZA MOURA
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Nos 34 anos de casamento com o pescador Ronaldo da Cruz Santos, 48, a marisqueira Rita de Cássia Amorim de Menezes, 50, sempre soube conviver com a infidelidade do marido, apesar do ciúme. Mas, na última sexta-feira (25), por algum motivo, resolveu ir à casa da suposta amante do homem para tirar satisfação.

Ao chegar no local, em São João do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário, Rita foi esfaqueda no antebraço direito e morreu, na tarde do sábado (26), no Hospital do Subúrbio, após três paradas cardíacas.

"Por causa dele (Ronaldo), minha irmã morreu, ela perdeu muito sangue. A médica disse que, se tivessem dado logo socorro, ela tinha sobrevivido", desabafou Jaqueline Gomes, ao acusar o cunhado de omissão, já que, segundo populares, ele se recusou a levar a mulher ao hospital.

Ainda conforme Jaqueline, Rita era apaixonada pelo marido, com quem teve três filhos – duas moças e um rapaz. "Ela amava ele, tinha muito ciúme. Até hoje, a gente não entende o amor dela. Quando estava indo para o hospital, a última coisa que ela falou foi: 'Ô, Nal, Ô, Nal, me dê água'.", contou a irmã.

O filho caçula de Rita revelou que, há 15 dias, a mãe já havia tentado ir à casa da mulher, mas foi impedida pelas irmãs. "Minhas irmãs foram lá na casa dela [suspeita]. Ela nem desceu, mas disse a minhas irmãs que só queria o dinheiro dele e curtir", lembrou o auxiliar de logística José Marcos Menezes Santos.