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Qua, 23/01/2019 | Atualizado em: 23/01/2019 às 05h02


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Fim cruel A barbaridade foi castigada

ANDREZZA MOURA E CATARINA ALCÂNTARA*
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Nas comunidades carentes dominadas pelo tráfico de drogas, quem pratica algum tipo de crime quase nunca tem a oportunidade de se explicar, tampouco a chance de se arrepender. A acusação e o 'julgamento' são certos e a 'condenação' é implacável. A última vítima identificada de um tribunal do crime foi o ajudante de pedreiro Edson Neris Barbosa Santos, 27, o Grande.

Ele foi capturado, torturado e morto a tiros, na noite da segunda-feira (21), 24 horas depois de ser apontando como o autor do estupro e morte da enteada, a pequena Ágatha Sophia Jesus dos Santos, de apenas 2 anos, em Vila Canária. O corpo de Grande foi encontrado despido, com a boca amordaçada e os braços amarrados, na Estrada CIA/ Aeroporto, próximo à passarela da Ceasa.

A tortura e a morte do ajudante de pedreiro foram filmadas e fotografadas por homens que se autointitularam integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM). Segundo uma fonte policial, a cada ação praticada contra Grande, os torturadores registravam o passo a passo e divulgavam no WhatsApp.

"Pra gente é um alívio. Ainda mais sabendo do estado que a menina ficou. Ele lacerou o ânus dela, acabou com a menina", desabafou uma prima da criança, sob anonimato.

Até ontem à noite, a Polícia Civil ainda não havia identificado nenhum dos autores do assasinato de Grande. O caso é apurado pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/ Atlântico), do DHPP.

* Sob a supervisão do editor Samuel Lima