Viver Bem

Qua, 23/01/2019 | Atualizado em: 23/01/2019 às 05h02


Viver Bem

Essencial na terceira idade

Nágila Santana
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É natural que os idosos tenham sede reduzida, mesmo em estações mais quentes, como o verão. Entretanto, isso não significa que esse público deve consumir uma menor quantidade de água. Pelo contrário, o consumo merece ainda mais atenção, como explica a médica clínica Diana Serra. "O ideal é que sejam ingeridos, em média, dois litros por dia. Sejam sucos, água de coco, chás ou frutas, que são fortes aliados no combate à desidratação", pontua.

Os sinais frequentes desse quadro são boca amarga, dor de cabeça e olhos lacrimejando. Apesar de não atingir apenas os idosos, a especialista chama a atenção para essa fase da vida, pois, segundo ela, é a que apresenta mais risco.

"A falta de água no corpo pode provocar perda de consciência e até um quadro de oligúria, quando o rim diminui a produção de urina, que passa a ficar forte e concentrada, podendo acarretar em infecção e insuficiência renal. Em casos extremos, se houver grande desequilíbrio de eletrolíticos, como sódio e potássio, pode ser fatal", diz a médica.

Ainda de acordo com ela, os idosos sentem menos sede e consomem mais produtos diuréticos, como remédios para hipertensão. Essa ingestão contribui para uma perda efetiva de líquido no organismo, já que não ocorre uma reposição semelhante. "É necessário estar atento à quantidade de urina produzida para poder repor o líquido perdido", explica Diana Serra.

A especialista ainda fala sobre a dificuldade em manter o controle da temperatura. "Muitos idosos sentem mais frio e se agasalham mais. Com as altas temperaturas, eles suam e eliminam mais facilmente sais minerais e água, o que também pode provocar a desidratação", informa a médica clínica.

E, como o idoso pode não perceber que precisa de água, o cuidador precisa oferta-la sempre.