Nas Ruas

Ter, 22/01/2019 | Atualizado em: 22/01/2019 às 05h02


Nas Ruas

Respeito Luta pela paz e liberdade de culto

Henrique Almeida*
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Ao fundo, a Pedra de Xangô, em Cajazeiras, monumento tombado pelo município e palco de celebrações do candomblé. Em primeiro plano, líderes e adeptos da religião com um mesmo objetivo: garantia do direito de livre manifestação religiosa. Ontem, no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, uma série de atividades foram realizadas em Salvador. Durante a manhã, mobilizações no Parque Metropolitano do Abaeté, em memória de Mãe Gilda, líder religiosa que inspirou a criação do dia de combate ao crime. Em seguida, ações na Pedra de Xangô e, à tarde, o ato em desagravo à Casa do Mensageiro, como é conhecido o Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare, que foi recentemente invadido por criminosos. Para Mãe Iara de Oxum, do terreiro Ilê Tomim Kiosise Ayo, faltam consciência e respeito com as religiões de matriz africana, além de um trabalho educativo do poder público nas escolas. "Só queremos o direito de manifestar nossa religião. Não precisamos brigar. Ainda falta maior presença do poder público para lidar com a questão educativa e abordagens dos casos", disse.

Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, a intolerância possui como pano de fundo o racismo histórico e cultural. "Tudo associado ao negro, ao indígena é visto como perigoso. Ações como essa ajudam a combater, mas é preciso reforçar as leis e englobar o processo educacional", afirmou Fabya Reis.

* Sob a supervisão da editora Meire Oliveira