Nas Ruas

Seg, 14/01/2019 | Atualizado em: 14/01/2019 às 05h02


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Estradas Cinto reduz em 70% o risco de morte

Yuri Pastori
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Um fato chamou a atenção no acidente envolvendo uma carreta, um micro-ônibus e mais dois veículos em um trecho urbano da BR-242, na cidade de Seabra, e que resultou em seis mortos.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), muitos passageiros provavelmente estavam sem o cinto de segurança, o que pode ter agravado a situação – várias vítimas foram lançadas para fora do coletivo. A hipótese só será confirmada após o resultado da perícia.

De acordo com o inspetor da PRF, Sérgio Freitas, estudos comprovam que o uso do cinto em veículos de transporte de passageiros, como ônibus, reduz em até 70% o número de mortes ou a gravidade do acidente.

A falta de atenção do condutor é a principal causa de acidentes com mortes nas estradas. Em 2018, o índice foi de 22,2 %. Em 2017, o indicador era maior: 28,2%.

A velocidade acima do permitido passou de 15,5 %, em 2017, para 16,4 %, no ano passado. Já a falta de atenção do pedestre, subiu de 10,3% para 11,2%.

O inspetor da PRF, Aécio Miranda, alerta que o ligeiro crescimento dos índices de velocidade incompatível e a falta de atenção do pedestre devem ser relativizados, já que são proporcionais ao número de óbitos, que reduziu em 134 de 2017 para 2018, passando de 585 para 451.