Plantão

Qua, 09/01/2019 | Atualizado em: 09/01/2019 às 05h02


Plantão

Só dor Identificação de corpo 'enterra' as esperanças

Andrezza Mourae Raul Aguilar
A+ A-

A esperança dos familiares de Jonas Ribeiro dos Santos Neto, 17 anos, em receber uma ligação do Departamento de Polícia Técnica informando que o corpo encontrado na tarde do sábado (5), dentro de um Fiat Palio branco, em São Cristóvão, não era do jovem, chegou ao fim na noite da segunda-feira (7).

Segundo a professora de filosofia Daila Ataíde, uma das irmãs de Jonas, foi o pai quem recebeu a ligação com a triste notícia revelando que o corpo do jovem havia sido identificado por meio das digitais. Quando foi localizado, no Planeta dos Macacos, a poucos metros de casa, o cadáver, já em estado avançado de decomposição, estava com as mãos e pés amarrados, tinha um saco na cabeça e lesões de tiros.

O pai de Jonas esteve no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR) para liberar o corpo. Ele já havia ido ao IMLNR antes do Natal para verificar se um cadáver encontrado por investigadores da 12ª Delegacia (Itapuã), em um cemitério clandestino, no Parque das Bromélias, era do filho.

"Fizemos várias diligências lá, encontramos o cemitério clandestino e conduzimos várias pessoas para o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Acho até que eles (criminosos) abandonaram o corpo em São Cristóvão porque estávamos indo lá direto", avaliou o delegado Nilton Tormes, titular da 12ª DT.

A polícia investiga se o jovem foi morto por morar em um bairro comandado por uma facção rival, já que os traficantes de drogas que agem no Parque das Bromélias fazem parte da facção Bonde do Maluco (BDM).