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Sáb, 05/01/2019 | Atualizado em: 05/01/2019 às 05h01


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Monstro Matador culpa drogas por ato de maldade

Raul Aguilar
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"Sob efeito de drogas". Essa foi a alegação de Fernando Gabriel Souza dos Anjos, 25 anos, em depoimento à polícia, ao ser questionado sobre os motivos para o assassinato da atendente de farmácia Dara dos Santos Cavalcante, 23, durante um assalto, no último domingo (30), em Itapuã. Gabriel se entregou anteontem à polícia, após ter o pedido de prisão preventiva acatado pela Justiça.

A delegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Marta Carine, coordenadora da Região Integrada de Segurança Pública (Risp) Atlântico, disse que Gabriel enforcou Dara após ela o ferir, enquanto tentava se desvencilhar dele. "Ele alegou que estava utilizando droga e encontrou Dara no caminho, e utilizou uma 'gravata' para imobilizá-la e conduzi-la no beco em direção às dunas, em uma área conhecida como Jacaré. Gabriel alegou que quando estavam próximos ao local, Dara se assustou e o feriu, tentando se desvencilhar dele. Nesse momento, ele apertou o braço e ela caiu, possivelmente desmaiada", afirmou Marta.

A delegada explicou que após Dara ficar desacordada, Gabriel achou que ela estivesse morta e foi até a duna para esconder o corpo. "Após perceber que a vítima estava sem consciência, Gabriel subiu na duna, cavou um buraco com a mão e puxou o corpo dela para dentro. Ele alega que foi nesse ato que a roupa da vítima acabou saindo do lugar, ele nega que tenha estuprado Dara", afirmou.