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Seg, 31/12/2018 | Atualizado em: 31/12/2018 às 05h02


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"Tô preparado para a pressão"

Rafael Teles
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Certa vez, quando foi especulado no Bahia, você revelou uma mágoa por nunca ser procurado por times baianos e deixou claro que sempre quis trabalhar aqui. Isso pesou agora?

M.C. - Não tive mágoa, não. A gente que é daqui da terra, quando sai e consegue ter êxito, fica com a expectativa de ter alguma oportunidade. Eu sabia que em algum momento ia acontecer isso. Estou muito feliz.

Tem acompanhado os treinos do sub-23? Já identificou algum talento nesse grupo?

M.C. - Existem vários jogadores que são interessantes e vão ter chances. Luan é um deles. Teve chances esse ano e vai continuar evoluindo. Eron também foi muito bem na temporada, foi destaque na categoria dele. Vamos observar de perto, mais ainda quando eu começar a trabalhar em campo.

A estreia na temporada vai ser com o time sub-23. Será você à beira do campo contra o CSA, pelo Nordestão?

M.C. - Quem está comandando o sub-23 é (João) Burse. Existe uma comissão permanente, então nada mais justo que esses profissionais ficarem à frente. Então quem fica na beira do campo na estreia é ele.

O Vitória pretende apostar na base, mas o presidente já disse que aceita negociar suas principais promessas. Não há uma contradição aí?

M.C. - São jogadores importantes, Lucas Ribeiro está na seleção agora, muito valorizado. Luan também é muito talentoso. Estão dentro do meu planejamento, mas a gente já está acostumado, é assim em todos os clubes. O time vive um momento difícil e precisa negociar. Não foi passado nada pra mim ainda, sobre proposta, mas, se acontecer, faz parte, não devemos ficar lamentando.

Já sabe qual a maior limitação do elenco?

M.C. - Acho que precisamos buscar mais no meio-campo, mas também jogadores de lado, com características diferentes do que temos aqui. Há busca por lateral-direito, zagueiro, outras posições. Temos que mesclar com o que já temos para fazer um time competitivo neste ano.

O torcedor rubro-negro está muito desconfiado após um 2018 muito complicado. Como recuperar a confiança dele?

M.C. - Ganhando jogos. só tem essa forma. É começar o trabalho e ganhar jogos. O poder dos três pontos é a receita. Não acredito em sucesso sem sinergia de vários aspectos. Participação de torcedor com o time, diretoria, comissão técnica. Isso que faz as coisas acontecerem.

Na sua apresentação, você falou que era o 'legítimo rei do acesso'. Não acha que isso cria uma situação de pressão com o torcedor?

M.C. - As pessoas que me intitularam assim, não eu. Tenho êxito em outras situações também. Essa coisa do acesso ficou marcada porque fui o único que subiu em todas as divisões, mas também venci competições e estou preparado para a pressão e cobrança da torcida.