Viver Bem

Seg, 31/12/2018 | Atualizado em: 31/12/2018 às 05h01


Viver Bem

Comece o ano livre dos temidos 'piriris'

Allan Ribeiro*
A+ A-

O final de ano é sinônimo de muita comida, bebida e todas aquelas confraternizações que inventam só para podermos 'enfiar o pé na jaca'. É justamente nesse momento que a galera 'chuta o balde' e não toma os devidos cuidados para prevenir doenças que se escondem nos alimentos conservados de forma indevida. E aí vêm os vômitos, náuseas, diarreia, febre, calafrios, mal-estar, dor abdominal, perda de apetite, dentre outras complicações.

O nutricionista Érico Ian explica como se dá esse processo. "A causa mais comum da intoxicação alimentar nessa época é a falta de cuidado na hora de manipular, preparar e acondicionar os alimentos, pois ficam durante muito tempo depois de preparados em temperatura ambiente expostos a riscos biológicos, como bactérias, vírus ou parasitas", explicou.

Foi o que aconteceu com Larissa Almeida, 27, assistente de Recursos Humanos, moradora de Massaranduba. "Em uma confraternização da família, comemos muito. No final da festa, já era 22h30, peguei um caldo verde que tinha chegado desde às 12 horas e todo mundo já tinha mexido, não esquentei antes e tomei dois copos do caldo. Tive uma infecção instestinal que durou três dias seguidos", relatou. O caso de Larissa é um importante alerta para as pessoas ficarem atentas na hora de escolher os alimentos. O nutricionista destaca, ainda, que as crianças, gestantes e idosos formam o grupo de risco mais vulnerável a contrair intoxicação por alimentos. Érico Ian também alerta sobre as comidinhas que podem causar aquele 'piriri'. "Alimentos muito gordurosos como frituras, temperos prontos, alimentos a base de ovo fora da refrigeração como maionese e cremes, carnes e aves cruas, mal cozidas ou assadas", indicou.

* Sob a supervisão da editora Kenna Martins