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Sex, 28/12/2018 | Atualizado em: 28/12/2018 às 05h01


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Só medo Vigilante é morto a mando de trafica

Raul Aguilar
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O corpo do vigilante Carlos Muniz Ramalho, 37 anos, do Centro Educacional Santo Antônio (CESA), das Obras Sociais Irmã Dulce, foi encontrado em um matagal na manhã de ontem, na comunidade do Otizeiro, no bairro Góes Calmon, em Simões Filho.

Familiares contaram aos policiais que o vigilante tinha sido sequestrado por homens armados na noite anterior, quando terminava de arrumar seus objetos para deixar o bairro.

O sargento Santos, da 22ª Companhia da PM (Simões Filho), afirmou que familiares e testemunhas contaram duas versões diferentes para a execução do vigilante.

Na primeira, a morte de Carlos teria sido uma retaliação de traficantes locais, após o policiamento ser reforçado na região. O reforço teria ocorrido após a execução de seu cunhado, o comerciante Braz Valentim Santos Júnior, 50, na última quarta (26), que, segundo relatos, teria participação do vigilante. Para o sargento, essa versão é pouco provável, já que o vigilante tem a ficha limpa e os familiares afirmaram que eles tinham boa relação.

A segunda versão e a mais provável para o sargento é a de que os mesmo criminosos que mataram Braz executaram Carlos, por motivos que ainda não ficaram claros, mas que apontam para uma suspeita de que as vítimas seriam informantes da polícia. Policiais disseram que o local onde o crime foi praticado é controlado pelo traficante conhecido como Zero Meia.