Nas Ruas

Qua, 26/12/2018 | Atualizado em: 26/12/2018 às 05h01


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Balaio de Livros Troca é feita em grupos de 'zap'

Paloma Teixeira
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Com a chegada do final do ano, chegam também as matrículas escolares e as listas de materiais que serão utilizados ao longo do ano letivo pelas escolas públicas e particulares em Salvador. Neste grupo, aparecem os livros didáticos, que podem custar caro para quem decidir comprar em livrarias ou diretamente com as escolas.

Na contramão do consumo, grupos de venda e troca de livros usados podem ser uma boa saída para economizar e, de quebra, contribuir com o movimento de reciclagem.

A depender da lista enviada pela escola e da série que o aluno estuda, a lista de livros didáticos pode chegar a custar até dois mil reais, caso sejam comprados novos. A assistente social Dênia Botelho, 55 anos, conta que, há dois anos, compra e vende livros utilizados.

Hoje em dia, apenas dois dos três filhos dela ainda frequentam as escolas, mas apesar de utilizarem módulos e não mais livros, ela ainda faz parte do movimento de "troca-troca" desses materiais.

"Já fiz mais de 70% de economia na época em que meus filhos usavam livros. Eu já comprei livro de mais de R$ 300 em livraria", relembra.

Dênia faz parte de um grupo de pais que se reúnem no projeto chamado Balaio de Livros, criado para incentivar a venda, compra e troca de livros usados.

A fundadora do projeto, a analista de comunicação Sineide Xavier, conta que decidiu criar um grupo com o intuito de reduzir os custos de início de ano e, também, para dar outro destino para os livros que ficavam parados na estante com o término do ano letivo.