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Seg, 03/12/2018 | Atualizado em: 03/12/2018 às 05h01


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Periperi CLAMA e luta por Arena

Gabriel Conceição*
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O bairro de Periperi em peso está lutando fortemente por uma causa mais do que justa. A Arena Periperi, espaço supostamente doado pela prefeitura à comunidade no ano de 2009, quando João Henrique era prefeito de Salvador, é utilizada pelos moradores como um equipamento multiuso, disponibilizando aulas de futebol para jovens e adultos, fanfarra, karatê, capoeira, teatro, congressos, entre outras atividades. No entanto, o espaço de lazer está prestes a ser destruído para a construção de um mercado.

Gestor da arena há mais de nove anos, Adalberto Teixeira, de 54 anos, luta para manter o espaço de pé e à disposição dos moradores do bairro. "No dia 9 de outubro de 2009, o ex-prefeito João Henrique desapropriou a área do estado e deu à comunidade. Deu início às obras da nossa arena, e, de repente, as obras foram interrompidas. No entanto, a comunidade se mobilizou e conseguiu um orçamento participativo de um investimento de aproximadamente R$ 2.300.000 para serem aplicados na construção da arena. Com o fim do mandato, constatamos, que o ex-prefeito não tinha finalizado o termo de desapropriação da área. Na época, o ainda secretário de Ação Social, Bruno Reis, encaminhou um documento para a Sucom afirmando que o local seria de utilidade pública. Porém, essa palavra também não foi mantida e o terreno foi passado para empresários, que pretendem construir um mercado no nosso estádio", conta.

Ainda de pé e aguardando o desfecho desta hitória, a Arena Periperi atende cerca de 1.500 pessoas, tornando-se uma segunda casa para os quase 600 jovens que usufruem do local.

O jogador da escolinha, Matheus Pannella, de 22 anos, é um destes garotos que utilizam o local frequentemente. "O trabalho de educação que temos aqui é fundamental. Se isso acabar, ficarei triste pra caramba. Minha vida foi aqui, nesse campo. Então, isso não pode acabar. Vamos ter fé em Deus que tudo dará certo", pede o atleta.

A comunidade de Periperi espera ansiosamente pela solução deste problemão, pois o bairro não pode perder um equipamento de tanta valia para que seja implantado mais um supermercado. Houve contato com a prefeitura de Salvador para saber qual a real situação do local, mas, até o fechamento desta matéria, não houve resposta do poder público.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana