Viver Bem

Sáb, 03/11/2018 às 09h49


Viver Bem

Cuspiu, deslizou

Allan Ribeiro* e Gabriel Ribeiro
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Cuspiu, deslizou - Divulgação
Cuspiu, deslizou
Divulgação

Cuspir, para alguns, remete a algo nojento. Para outras pessoas, pode ser prazeroso e até um fetiche. Na hora do sexo, vale tudo, não é mesmo!?. Na falta do famoso lubrificante, que ajuda a facilitar a penetração anal ou vaginal, alguns homens e mulheres se permitem levar ou dar aquela 'cuspidinha' para deixar mais gostoso e molhadinho para entrar.

Para a atendente Pâmela Oliveira, 24 anos, moradora do Garcia, na falta do lubrificante, o cuspe pode ser um grande aliado na hora da ousadia. "Eu não me incomodo com o cuspe, só não gosto de receber em outro lugar do corpo, como aconteceu uma vez comigo. Estava transando e estávamos super envolvidos, aquele calor e, do nada, ele cospe no meu rosto. A sorte foi que eu percebi a tempo e virei o rosto. Quase cai na minha boca... Mas eu gosto, o que vale é o negócio pegar fogo", disse.

A estudante Beatriz Strainova, 27, fala o contrário. "Eu não gosto de cusparada, acho muito nojento, prefiro algo mais higiênico como os lubrificantes termais, que aumentam a temperatura lá embaixo, além da infinitude de brinquedos que ajudam a mulher a relaxar e ter a lubrificação natural", relatou.

Muitos homens acabam trocando o lubrificante pelo cuspe no ato sexual. A coach sexual Ana Márcia Leal explicou o motivo dessa troca, que nem sempre é o indicado. "O parceiro precisa ter mais paciência para estimular a parceira adequadamente porque a lubrificação é fisiológica. Ela é produzida durante o processo de excitação", explicou.

Segundo a coach sexual, adicionar brinquedos e cosméticos é uma boa solução para aumentar o prazer: "Há uma diversidade de géis funcionais para ajudar os casais a saírem da rotina. Existe gel que esquenta, que esfria, que aperta a vagina, que causa sensação de aumento do pênis, vibra, pulsa e muito mais".

Para algumas pessoas, tanto faz, cuspe ou lubrificante, o importante é fazer sexo de forma gostosa e prazerosa.

"Não cuspo se a parceira não quiser, mas se ela estiver a fim, meto cuspe pra dentro. Se for com a mulher de casa, faço sexo sem camisinha. Então, às vezes uso lubrificante. Porém, quando é na rua, eu uso camisinha, até pra evitar alguma doença. Mas quando o 'negócio' está seco, eu boto cuspe mesmo, pra não perder a oportunidade", afirmou o rapaz, sob anonimato.

*Sob supervisão do jornalista Tiago Lemos