Nas Ruas

Qui, 01/11/2018 às 14h40


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Vai de taxi Motoristas se unem para garantir o pão de cada dia

Felipe Santana*
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Grupo de taxistas luta por garantia das condições de trabalho na capital - Luciano da Matta
Grupo de taxistas luta por garantia das condições de trabalho na capital
Luciano da Matta

Descontentes com as mudanças previstas no Projeto de Lei nº 258/2018, que regulamenta os aplicativos de transporte de passageiros, como Uber e 99 Pop, os taxistas de Salvador protestaram ontem em frente à Câmara Municipal. Com faixas e cartazes, o grupo reivindicava "direitos e deveres iguais para todos". Os motoristas questionam o limite de 7,2 mil carros para os aplicativos, mesmo número permitido para táxis. Segundo o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Ademilton Paim, caso o projeto seja aprovado pelo poder legislativo, a categoria corre o risco de ficar fortemente enfraquecida, ou até mesmo acabar. Ele destacou que a relatora do projeto, vereadora Lorena Brandão (PSC), recomendou mudanças na proposta original de autoria do Executivo. Uma delas é a alteração do limite do número de motoristas de aplicativos. Um outro ponto em discussão é a idade dos veículos, de no máximo oito anos, além do limite de três prestadores por veículo. "Não tem possibilidade de existir 25 mil motoristas de aplicativos e apenas 7 mil taxistas", disse. Para a categoria, caso ocorra alguma alteração, haverá prejuízo financeiro, tendo em vista que os motoristas de aplicativos estariam em maior quantidade em relação aos táxis. O presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativos do Estado da Bahia, Átila Santana, considera um massacre a limitação do número dos motoristas de aplicativos . "Temos 25 mil motoristas, o PL prevê a liberação de 7,2 mil. Estamos falando de 18 mil desempregados. Precisamos que todos continuem trabalhando", disse Átila.

* Sob a supervisão da editora Meire Oliveira