Te Contei?

Qui, 01/11/2018 | Atualizado em: 01/11/2018 às 05h00


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Covardia Massacrado na saída do trampo

Euzeni Daltro
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"Eu espero que a polícia identifique os agressores o quanto antes. Espero que, de alguma forma, haja justiça e essas pessoas sejam encontradas e responsabilizadas pelo que fizeram com meu filho", desabafou um comerciante de 41 anos, instantes antes de seguir para ver o filho na UTI III do Hospital Geral do Estado (HGE), na tarde de ontem. O filho dele, o operador de telemarketing Walter Fernandes dos Santos, 21, está internado em estado grave desde a noite de domingo (28), após ser espancado no bairro do Comércio.

Walter foi agredido quando saiu do trabalho, nas proximidades da Ladeira da Montanha, por volta das 21h. Ele foi encontrado caído por um transeunte na Praça Marechal Deodoro, conhecida por Praça das Mãozinhas. Era por volta das 22h16, quando ele deu entrada no HGE, levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Walter sofreu traumatismo craniano.

Inicialmente, o namorado de Walter, Antônio Júnior, 20, considerou a possibilidade de a agressão ao companheiro ter se tratado de um crime de homofobia, uma vez que nenhum pertence da vítima foi roubado, além de o crime ter sido cometido algumas horas após Jair Bolsonaro (PSL) ter vencido a eleição para a Presidência da República.

Até o início da noite de ontem, as circunstâncias da agressão eram desconhecidas da polícia e da família da vítima. O crime é investigado pela 3ª DT (Bonfim).