Nas Ruas

Qua, 31/10/2018 | Atualizado em: 31/10/2018 às 12h28


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Cemitério: Covas rasas fechadas pra enterros

Felipe Santana*
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O cenário de abandono encontrado na área de covas rasas do Cemitério das Quintas dos Lázaros (Celaz) tem sido alvo de denúncias de líderes comunitários, que reivindicam a liberação das referidas covas para a população, e não apenas para o enterro de corpos oriundos do IML, como acontece atualmente. Segundo o presidente da Central dos Líderes Comunitários de Salvador, Ailton Soares, desde o encerramento dos sepultamentos no Celaz, em 2015, os cemitérios municipais estão sobrecarregados. Ele destaca que as famílias chegam a aguardar de 5 a 10 dias para sepultar um ente querido. Diante da espera, a maioria das pessoas opta por pagar mais caro em outros cemitérios da cidade. "Uma das nossas solicitações é que o cemitério seja municipalizado. A partir do momento que ele passar a ser administrado pela Prefeitura, mais vagas serão ofertadas para a população", disse o presidente. Há três anos, como informa a Central, o cemitério era responsável por 68% dos sepultamentos. Atualmente, o equipamento conta com 8 mil covas rasas, mas não podem ser utilizadas para sepultamentos tradicionais por conta do fechamento. "Solicitamos a exumação dos corpos para a liberação dessas covas para a população carente. Isso resolveria de uma vez por todas o problema da falta de vagas nos cemitérios municipais", disse Ailton.

* Sob a supervisão da editora Meire Oliveira