Viver Bem

Ter, 30/10/2018 | Atualizado em: 30/10/2018 às 05h00


Viver Bem

Reforma da pepeca

Nágila Santana
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"Pacientes que têm alguma alteração anatômica e sofrem algum tipo de dor ou desconforto ao sentar ou colocar calças mais apertadas podem fazer a cirurgia estética para tratar problemas de saúde ou melhorar a aparência dos genitais", explica a cirurgiã dermatológica Juliane Viana. O tamanho excessivo dos pequenos e grandes lábios da vagina é um problema comum e pouco discutido. Além do aspecto estético, pode levar a problemas na esfera sexual, causando desconforto no uso de roupas mais justas, calça jeans e alguns tipos de calcinhas.

Como é o caso da administradora LS, 21 anos, que fez a cirurgia íntima. "Sofria muito com o excesso de pele na minha genitália e isso me incomodava. Não me sentia bem para ir à praia ou ter relações íntimas. Por isso, decidi fazer a cirurgia para diminuir essa quantidade de pele, aos 19 anos. Hoje, me sinto muito realizada", explica.

Apesar de não ter uma faixa etária indicada, esse procedimento é preferível para jovens com a genitália já desenvolvida. "Antes dessa formação, a paciente pode realizar o procedimento e a pele voltar a crescer. Apesar de qualquer mulher poder se submeter ao tratamento, é necessário que ocorra uma indicação correta [correção estética ou funcional da região]", esclarece a médica Juliane Viana.

Pacientes que possuem alguma doença crônica que esteja em desequilíbrio, como o diabetes (cicatrização da ferida), não podem realizar o procedimento.