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Ter, 30/10/2018 | Atualizado em: 30/10/2018 às 05h00


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Barra pesada PM brigão ignora festa e mete bala

Andrezza Moura
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"Ele estava bêbado, puxou a arma duas vezes, antes de atirar. Disse que ia matar qualquer pessoa, que era policial e que não ia dar em nada", falou a baleira Lindinalva de Jesus Souza, 40 anos, lembrando do que o soldado da Polícia Militar Manoel Landulfo Sampaio teria dito antes de atirar em três pessoas, na noite do domingo (28), na Barra, durante as comemorações pela eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República.

Segundo a ambulante, o policial, que estava à paisana, se mostrou bastante alterado e procurou briga com algumas pessoas que participavam do festejo. "Ele estava muito alterado, procurando confusão. Estava todo mundo brincando, feliz. Ninguém procurou briga com ele", completou a mulher.

Atingida por estilhaços na perna direita, ela foi levada ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas já teve alta. Além dela, Daniel Duarte Weber, 25 anos, e outras duas pessoas, ainda não identificadas, foram baleadas.

Daniel levou tiros no tórax e, até ontem, seguia internado no HGE. No posto da Polícia Civil da unidade de saúde, ele contou que foi separar uma briga entre um amigo de prenome Davi e um homem desconhecido, que sacou a arma logo em seguida e atirou. O estado de saúde dele não foi revelado.

"Oxe, não teve briga, não teve tiroteio. O policial que chegou aí dando, metendo bala", contou um vendedor ambulante, sob anonimato, por temer represália.