Nas Ruas

Seg, 29/10/2018 | Atualizado em: 29/10/2018 às 05h00


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Mar aberto Ir votar de ferry foi de boa no segundo turno

Gabriel Ribeiro
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Votar em outro município é a realidade de muitos eleitores, que dependem do transporte público para se deslocar até o local de votação. Ontem, o fluxo no Terminal Náutico de Salvador estava tranquilo e quem precisou pegar o Ferry-Boat não enfrentou fila grande para poder embarcar. Segundo informações da empresa terceirizada que administra o Terminal Náutico, a Internacional Travessias, as embarcações estavam saindo de hora em hora.

A distância não é um problema quando o que está em jogo é o exercício da cidadania. A estilista Maria Angélica Gonçalves, 58 anos, pegou o ferry com destino a Ituberá, a 162 km de Salvador, para votar e destacou que o problema não está na distância até a urna e sim nas pessoas que deixam de votar por conta dela. "Eu moro longe da cidade que voto, mas sempre compareço à urna para cumprir o meu compromisso como cidadã. A democracia é o exercício do direito de escolha, é ela que assegura nossos direitos", afirmou.

"Não votar por obrigação, mas pelo amor ao país", é o que conta a eleitora Ivanildes Reis, 50 anos, que teve que se deslocar da Ilha de Itaparica até Salvador, para poder votar. "Não pensei duas vezes em sair de casa mais cedo, pegar o ferry-boat e vir até a minha zona eleitoral para decidir quem vai nos representar, o voto é muito mais que a obrigação", disse. O eleitor tem até 60 dias, após cada turno, para poder justificar sua ausência.