Esporte

Seg, 29/10/2018 | Atualizado em: 29/10/2018 às 05h00


Esporte

o futuro do esporte

Léo Santana
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O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai enfrentar vários desafios e problemas no país, seja na educação, saúde, segurança e saneamento básico, por exemplo. Mas e o esporte? Como o candidato do PSL poderá ajudar nesta ferramenta de inclusão social, que é de suma importância para o desenvolvimento da nação, mas que é deixado de lado pela maioria dos governantes?

Para o coordenador de arbitragem da Federação Baiana de Atletistmo, professor Jorge Augusto, o futuro do esporte brasileiro está comprometido. "Não há nenhuma perspectiva, desde que percebemos que não se esboça o desejo de utilizar o esporte como ferramenta de transformação social. Continuamos no imediatismo de querer produzir super-heróis, sem ter investido em trabalhos de base", aponta.

Já Diego Albuquerque, presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos, lamenta o fato de que "a população ainda não consegue enxergar a transformação social que o esporte pode promover". No entanto, o dirigente acredita que é possível "priorizar ações voltadas para o fomento, o fortalecimento das iniciativas esportivas, a imersão do esporte aliada à educação, dentro das escolas, de forma organizada, como acontece em países de primeiro mundo".

Coordenadora do projeto social Vitória Cidadania, Many Gleize, segue a mesma linha de pensamento dos dirigentes e cobra investimentos desde a base para a formação de atletas qualificados. "E que tenha incentivos como o Bolsa Esporte para atletas que já tenham um ranking estadual, nacional ou mundial, para que eles consigam custear os treinos e viagens para competições", completa a atleta profissional.

Então, é necessária uma nova política esportiva no Brasil com investimentos no setor, tanto para manutenção, quanto para criação e execução de projetos sociais que possam sustentar os alicerces do esporte de base. "Se não houver políticas públicas de fomento, teremos um futuro comprometido", ressalta Diego.