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Sex, 26/10/2018 | Atualizado em: 26/10/2018 às 05h01


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Erros do árbitro de vídeo ainda ecoam no Fazendão

Léo Santana
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Os dois gols do Bahia anulados pelo árbitro de vídeo na derrota para o Atlético-PR, no jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana, ainda ecoam no Fazendão. Na reapresentação do elenco no CT Tricolor, ontem à tarde, o goleiro Douglas demonstrou abatimento com a situação e fez uma análise da influência da arbitragem no desempenho da equipe no confronto.

"Já passei por várias situações no futebol. Perder, vencer, lances polêmicos. Mas, diante das imagens, uma situação nova que, claro, gera revolta maior. São lances interpretativos que foram revistos. E, nas duas oportunidades que fizemos, os gols foram anulados. Um dia duro para nós, para o nosso grupo, por tudo que apresentou na partida, pela importância na partida, e sabemos que, na fase em que nos encontramos na competição, qualquer detalhe pode fazer a diferença", disse o arqueiro.

Apesar das reclamações de Douglas e de todo o elenco, pela maneira em que o VAR foi acionado, já que foram em "lances interpretativos", o árbitro baiano Jailson Macedo de Freitas, que participou do curso 'Capacitação VAR', realizado pela CBF, explica quando o sistema deve ser usado.

"Todo gol tem que ter a revisão, o árbitro de vídeo aciona o árbitro, é protocolar. Mas quem toma a decisão é o árbitro de campo. Ele cumpre o protocolo: saiu um gol, um cartão vermelho, um pênalti, um erro de identidade, aí o VAR é acionado, mas não tem poder da decisão", disse o juiz em entrevista ao MASSA!.

Jailson ressalta também que, por conta do equipamento ser uma novidade no futebol, os erros irão acontecer até que haja uma adaptação. "Tudo que é novo impacta, está num processo de aprendizagem ainda no Brasil, para a própria imprensa. Às vezes confunde checagem, quem foi que anulou, se foi o árbitro, se foi VAR, ainda estamos nos adaptando. Isso vai estar aqui como se fosse um acessório que estamos utilizando, como a bandeira, por exemplo, no início era tudo muito novo e foi-se adaptando", completa.

Então, utilizar o VAR vai ser como aprender a andar de bicicleta. Vão errar e cair várias vezes até que se chegue a perfeição, sem quedas ou falhas.