Viver Bem

Qui, 25/10/2018 | Atualizado em: 25/10/2018 às 05h01


Viver Bem

Catapora coça e traz angústia

Allan Ribeiro*
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A varicela, conhecida popularmente como catapora, atinge principalmente as crianças, mas pode infectar jovens e adultos. A maior incidência de casos da doença ocorre durante a primavera, especificamente no início do mês de setembro.

Os sintomas, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio. São eles: manchas vermelhas, bolhas pelo corpo – incluindo boca e genital –, mal-estar, dor de cabeça e muita coceira.

Na maioria dos casos que ocorrem em crianças, não costuma gerar complicações. Nos adolescentes e adultos, porém, o quadro clínico é mais difícil.

Não foi diferente da situação de Albano Marinho Júnior, 58 anos, morador da Graça: "Levei quase 10 dias que mal conseguia engolir a própria saliva. Não conseguia comer nenhuma comida sólida. Tive catapora na boca, garganta e esôfago e não engolia nada por causa da dor. Precisei entrar no antibiótico e só assim eu melhorei".

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde da Bahia (Sesab), este ano, foram notificados 1.210 casos até o último dia 16 de outubro, o equivalente a 121 ocorrências por mês. No ano passado, o número total de foi de 3.592 casos no estado.

Dois dos casos deste ano aconteceram com os filhos de Noélia Santana, 50, moradora de Boca da Mata. "Eduardo, de 11 anos, e Felipe, 25, ficaram doentes e foi muito difícil. Tiveram febre de 39° graus, muita coceira e ficaram sem apetite. Durante o tratamento, para amenizar a situação, eles tomaram banho de permanganato de potássio. Tinha que lavar as roupas de cama e eles ficavam em casa para evitar passar para os demais", disse Noélia.

Segundo a infectologista Ceuci Nunes, o vírus só pode se manisfestar uma única vez no indivíduo. "Não há possibilidade de uma pessoa que já teve catapora desenvolver uma segunda vez", disse. O Núcleo de Epidemiologia do Hospital Santa Izabel reafirma que, no caso de a pessoa ter a doença, ela fica imune a uma segunda chance de infecção, pois o vírus já está presente no corpo. O Núcleo também diz que a vacina reduz a carga viral, e a pessoa, quando infectada, manifesta de forma mais branda.

*Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos