Viver Bem

Seg, 15/10/2018 | Atualizado em: 15/10/2018 às 05h01


Viver Bem

Quem é o vilão aqui?

Da redação
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que em nossa ingestão calórica diária, somente 10% dela seja de açúcar. Ou seja, em uma dieta padrão, de ingestão de 2 mil calorias, é importante consumir até 50 gramas de açúcar, sem incluir o açúcar natural dos alimentos.

Somente em uma única latinha de refrigerante existe 37 gramas da substância. Mas, como alguém pode controlar a ingestão de açúcares corretamente sem fazer disso um fardo para a vida?

Brasileiros, no geral, amam ingerir doces, como o tradicional brigadeiro ou quindim. Em 2017, o Brasil se comprometeu com a OMS frear o consumo de bebidas açucaradas e reduzir o teor do produto em alimentos industrializados.

Reduzir o açúcar é uma preocupação mundial, e já existe uma corrida farmacéutica em busca do adoçante perfeito para que as pessoas não percam o prazer de ingerir o tão delicioso alimento com sabor doce.

No ano passado, foi feita uma revisão de 37 estudos que identificou uma possível associação entre adoçantes e um maior índice de massa corporal, o famoso IMC. Ou seja,o adoçante pode engordar mais que o açúcar?

Por acaso, essa não é a primeira vez que os adoçantes são apontados como facilitadores do ganho de gordura, mas especialistas afirmam que, por enquanto, tudo está no campo da teoria e não há ainda estudos conclusivos sobre o fato.

E há outro ponto que os estudiosos mencionam: ao investir em sucralose, estévia (tipos de adoçantes) e afins, há quem se sinta mais tranquilo para abusar de alimentos calóricos. Ou seja, de nada adiantou utilizar o adoçante na dieta.

A grande verdade é que os estudos não são conclusivos e ainda não existe a certeza de que o adoçante poderia substiruir completamente o açúcar. Mas, é importantísismo reduzir a quantidade dele na dieta, fazendo a ingestão de, pelo menos, a quantidade indicada pela OMS.