Viver Bem

Qui, 04/10/2018 | Atualizado em: 04/10/2018 às 09h45


Viver Bem

Preservação da vida

Nágila Santana
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Pensamentos como, "você consegue", "sai dessa cama", "isso é frescura", "não é doença", são indícios dados por pessoas que estão em depressão.

De acordo com a psicóloga da Doctoralia, Tatiane Paula Souza, essa doença, quando não tratada, é uma das principais causas de suicídio. Normalmente, uma pessoa não consegue identificar que está com depressão e acha apenas que não está sendo capaz de lidar com as outras pessoas ou com o trabalho, o que, ao longo do tempo, acaba deixando o indivíduo desanimado e sem vontade para viver. "A pessoa que não consegue cumprir com atividades importantes, como trabalho e compromissos, é tido como irresponsável. E quando a pessoa adoecida se depara com julgamentos associados a esses estereótipos e outros não citados, que ocorrem em várias situações, ela encontra barreiras que a impede de procurar ajuda especializada", pontua a psicóloga.

Para a especialista, para derrubar essas barreiras as pessoas mais próximas do adoecido (a) deverá evitar fazer esses tipos de julgamentos emanter o diálogo com o paciente, tentando entender o que o outro está sentindo. Oferecer ajuda também é um ato de solidariedade, entretanto, auxiliar para uma busca profissional, é melhor ainda.

"Existe uma linha de assistência para pessoas suicidas e também canais de ajuda a pessoas que desejam impedir (prevenir) suicídios observados em terceiros que é o número 188, do Centro de Valorização da Vida (CVV)", ressalta.

Outro fator que a psicóloga chama atenção, é que as pessoas têm que entender que o indivíduo que deseja se matar, não quer acabar com a vida. "Na verdade, ele quer acabar com a dor, que é tão intensa e muitas vezes o suicídio torna-se a estratégia distorcida mais fácil para lidar com a situação-problema",conclui.