Nas Ruas

Qui, 27/09/2018 às 11h36 | Atualizado em: 27/09/2018 às 11h44


Nas Ruas

Saquinho de Cosme e Damião Fit x Saquinho tradicional

Allan Ribeiro
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Quem não gosta daquele saquinho cheio de guloseimas de São Cosme e Damião? Pois é. Em 2016 a apresentadora do programa 'Socorro! Meu filho come mal', do canal GNT, Gabriela Capim, apresentou uma versão fit do saquinho e gerou um movimento nas redes sociais. Nas redes sociais digitais as opiniões se dividem e no dia a dia também. Nessa discussão há

pessoas que gostam da ideia e acham inovadora nesse período de alimentação consciente. Para Elisa Broto, 21, candoblecista moradora da Caminho da Árvores, o saquinho fit é umaforma de integrar quem não pode comer doces. "Eu não vejo problema, o saquinho tem um significado e colocar apenas algumas coisas que um dibético coma sem ser prejudicado, por exemplo, é muito interessante, desde que o significado não seja alterado", contou. A moradora do Rio Vermelho, Isabela Rocha, 24, prefere o saquinho tradicional."A ideia não é tão interessante. Eu não gosto da versão fit, gosto da versão gordurosa e açucarada e prefiro o tradicional", relatou. O Sacerdote Ailton Malaquias também não concorda com a mudança porque, para ele, vai de encontro as tradições religiosas e culturais. "Eu sou contra essa mudança, estamos falando de tradição, de religião, de história e por isso sou contra a mudar o que vem no saquinho que é destinado as crianças", afirmou. O sociólogo Felipe Ramos fala sobre a questão cultural. "Eu tendo a discordar do termo descarectirazação porque a cultura é dinâmica a cultura não é fixa. A sociedade evolui e os grupos se conectam, a feijoada por exemplo era a comida dos escravos com restos do boi, porco, etc. Mas agora é considerado um prato tradicional da colinária brasileira, eu chamaria de resignificação, mas algumas dessas resignifacações implicam certos conflitos simbólicos, como por exemplo, quando a comunidade evangélica começa a fazer o acarajé chamar de bolinho de Jesus pra retirar a ideia de uma comida ofertada, ai sim você tem um conflito de simbolos

em que há luta é para a deslegitamar o outro. Então ness caso não considero como uma decarecterização, mas apena como uma evolução da cultura", concluiu.