Viver Bem

Qua, 19/09/2018 | Atualizado em: 19/09/2018 às 10h48


Viver Bem

Boca saudável contra o câncer

Nágila Santana
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"Uma má higiene leva a inflamações e cáries extensas que podem traumatizar cronicamente os tecidos orais e isso associado a outros fatores de risco como fumo, álcool e infecção pelo vírus HPV podem ocasionar as lesões cancerosas", explica o cirurgião de cabeça e pescoço, Marcus Borba.

Grande parte das pessoas que desenvolvem essa doença são fumantes ou abusam da ingestão do álcool. Entretanto, foram relatados casos, em menor proporção, de indivíduos que nunca fumaram ou beberam, e acabaram sendo acometidos pelo câncer.

A partir daí, estudos apontaram outros fatores de risco como a falta de higiene bucal, próteses dentárias e a infecção oral pelo HPV.

Essa doença que afeta os lábios e o interior da boca acomete, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), uma média de 11 mil homens e mais de 4 mil mulheres a cada ano. "Inicialmente uma ferida na boca que não cicatriza. Em casos avançados pode haver sangramento, caroços na boca e no pescoço, mobilidade de dentes, dificuldade para falar ou engolir o alimento e até para abrir a boca", revela. O tratamento consiste na cirurgia, eventualmente associada à radioterapia e quimioterapia nos casos mais avançados. Seu diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. "O autoexame ajuda na detecção mais precoce de anormalidades na boca e pescoço e, com isso, o diagnóstico e tratamento podem ser mais eficazes", finaliza. Ele consiste em observar, através do espelho, todas as regiões da boca. Aqueles que sentirem dor, desconforto ou, principalmente, quem for etilista e tabagista, deve fazer o autoexame com frequência.