Viver Bem

Ter, 18/09/2018 | Atualizado em: 18/09/2018 às 06h50


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O 'queridinho' dos óleos vira discussão

Nágila Santana
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As declarações de Karin Michels, pesquisadora de Harvard, sobre o consumo do óleo de coco fomentaram uma série de debates na internet. O motivo da polêmica é que em seu discurso ela fez duras críticas à substância qualificando-a até mesmo de 'veneno'.

Para a nutricionista Erika Souza, em função dos poucos estudos relacionados ao uso do óleo, podemos considerar as declarações da pesquisadora verdadeiras, porém, o grande perigo está no modo como o produto é utilizado, de forma irregular e muitas vezes sem a orientação profissional. "O óleo de coco é basicamente constituído por ácidos graxos saturados, que favorecem o aparecimento precoce de doenças cardiovasculares, quando consumido sem orientação. Eles são prejudiciais pois, aumentam os níveis séricos de colesterol no sangue, o que pode favorecer o aparecimento dessas doenças", explica.

Um dos benefícios do consumo é a melhora da imunidade, por conter itaminas lipossolúveis como A, D, E e K.

Seu consumo de forma moderada e sob a orientação profissional pode trazer benefícios. "Não é apenas com o óleo de coco. O consumo indiscriminado de qualquer alimento pode ocasionar malefícios à saúde", mesmo com o lado positivo do produto, a especialista não o recomenda. "Prefiro seguir a segunda linha e não recomendo seu consumo devido os riscos a longo prazo", finaliza.