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Qui, 13/09/2018 | Atualizado em: 13/09/2018 às 05h00


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Sonhar com OS pés no chão

Amanda Souza*
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Até o torcedor que já havia jogado a toalha voltou a ter esperanças no Vitória. A empolgação com o bom momento é natural, mas deve ficar restrita à torcida.

Os quatro jogos de ivencibilidade merecem a comemoração do Rubro-Negro, afinal, estas atuações trouxeram de volta a confiança ao elenco. No entanto, como pontua o lateral Jeferson, os pés devem ser mantidos no chão.

"A equipe voltou a ter confiança e está pontuando em todos os jogos. Então é manter [a sequência]. Manter e não se empolgar", projeta o jogador.

O lateral destaca também a mudança da equipe, que em pouco tempo conseguiu uma crescente importante na competição. "Há duas semanas éramos o pior time. Hoje já estão olhando a equipe com outros olhos".

Titular absoluto na equipe de Carpé, Jeferson jogou os 540 minutos que o técnico esteve no comando do time. Sobre o que mudou desde a chegada do professor, o jogador exalta a cobraça na marcação.

"Ele vem treinando bastante a defesa e o meio campo, o que ajuda bastante. Mas o principal que ele arrumou foi a marcação na parte da frente", revela o lateral-direito.

Desde que desembarcou no Barradão, Carpegiani sempre deixou claro o quanto preza por uma equipe com um sistema de marcação bem elaborado. O modelo de jogo do treinador já ficou evidenciado pelos resultados obtidos.

Essa marcação, para Carpé, é fundamental para a posição de lateral. Segundo Jeferson, este é um lema nos treinamentos e nos jogos do Vitória.

"Hoje os laterais são muito ofensivos. Ele diz que a primeira função do lateral é marcar. A segunda opção é descer quando der pra descer", revela.

Sobre o futuro, o obejtivo é brigar lá em cima e Jeferson acredita que o pensamento tem que ser o mesmo: "é o que a gente pensa a cada jogo, tem que ganhar dentro de casa e ganhar fora de casa também", garante.

A confiança recuperada também está na conta de Paulo Cézar Carpegiani. "A gente tava em uma fase complicada e ele chegou e conversou bastante com a gente. Disse que a nossa equipe tinha bastante qualidade e que a situação que a gente tava vivendo não poderia acontecer", destaca o jogador do Leão.

E o time só precisou botar os conselhos do mestre em prática para os ares começarem a mudar no Barradão e os resultados positivos surgirem. "A nossa equipe escutou ele. Sabíamos que não podíamos ficar brigando lá embaixo", reconhece Jeferson.

*Sob a supervisão do editorLéo Santana