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Qua, 12/09/2018 | Atualizado em: 12/09/2018 às 05h00


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Agressão Motoboy apanha durante blitz

Euzeni Daltro
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Ao perceber o sinal de um guarda municipal para parar em uma blitz, o motoboy Marcos Cardoso dos Santos obedeceu, acreditando que, como sempre, seria revistado e liberado. Diferentemente, ele foi agredido, como nunca havia sido nos seus 32 anos de vida.

Um vídeo feito de um prédio da região mostra os momentos em que Marcos foi agredido fisicamente pelos guardas municipais na Rua da Alfazema, no Caminho das Árvores – onde a blitz era realizada. Ele ainda foi chamado de vagabundo, conforme relatou em entrevista ao MASSA!.

Era pouco mais de 10h. Marcos estava em serviço e afirma ter levantando a viseira do capacete e reduzido a velocidade da moto logo que viu a blitz. Logo também ele parou o veículo, após a ordem do servidor municipal.

"Eu desci da moto, tirei o capacete, entrelacei os dedos e abri as pernas. Aí ele veio me apertar por baixo e bateu nas minhas partes íntimas. Eu argumentei com ele que estava sentindo dor, que estava doendo. Ele então mandou eu calar a boca para não apanhar. Mas eu continuei falando e aí começaram as agressões", contou o motoboy, instantes antes de prestar queixa na 16ª DT (Pituba).

Marcos continuou falando e foi agredido com um tapa no rosto, como é possível ver no vídeo. Com a agressão, o celular do motoboy chega a cair do bolso da camisa e ele corre em uma tentativa de se livrar do ataque, mas é perseguido e alcançado pelo agente público, que o leva para o trecho da rua interditado para a blitz.