Nas Ruas

Qua, 08/08/2018 | Atualizado em: 08/08/2018 às 05h00


Nas Ruas

Sem Remédios Falta prejudica os usuários do Aqui tem Farmácia Popular

Raul Aguilar
A+ A-

Está faltando remédios para asma, diabetes e hipertensão na rede de farmácias conveniadas ao programa "Aqui tem Farmácia Popular", do Ministério da Saúde, em Salvador.

Criado no ano de 2004, o programa começou com uma rede própria e conveniando farmácias da rede privada para o fornecimento de medicamentos para hipertensão, colesterol, contraceptivos etc, com desconto de até 90%.

Em abril de 2011, o Governo lançou a campanha "Saúde não tem preço", que oferecia medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes. Em junho do mesmo ano, a asma entrou na lista dos medicamentos gratuitos.

Captropril, Insulina Humana e Sulfato de Salbutamol são alguns que estão em falta em algumas farmácias de Salvador. A professora universitária Tatiana Lima, 40 anos, tem uma filha diabética e conta que quando precisou do programa não encontrou o remédio. "Fui duas vezes na Farmácia Pague Menos e quando não encontrei uma fila enorme, o sistema estava fora do ar. Acabei tendo que pagar, minha filha não podia esperar", lamentou a professora.

O problema enfrentado pelo comerciante Oscar Teixeira Barbosa, 78 anos, diabético e hipertenso, foi outro. "Sempre que eu vou à Drogaria São Paulo, que fica perto da minha casa, não encontro todos os remédios. Teve um medicamento para diabetes que tava tão ruim de encontrar que eu tive que pedir para o médico mudar a receita do medicamento", explicou. Dados do Portal da Transparência, do Governo Federal, mostram que em 2016 foram gastos R$ 2,9 bilhões no Programa Farmácia Popular. Em 2017, foram gastos R$ 2,8 bilhões, esse ano orçamento previsto é de 2,6 bilhões. A Abrafarm fala que o valor foi reduzido para R$ 1,85 bilhão.