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Qui, 05/07/2018 | Atualizado em: 05/07/2018 às 05h00


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Gangue impõe castigo sangrento

Euzeni Daltro
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Ao voltar da feira, familiares do catador de recicláveis Jonas Ferreira de Souza, 38 anos, se depararam com cerca de 10 homens armados para matá-lo. A maioria portava armas de fogo, mas um deles segurava um machado. Até então eles não sabiam que o rapaz era acusado de tentar estuprar um menino de 6 anos. Instantes depois, ouviram diversos tiros e os gritos desesperados de Jonas, que também teve a única mão, a esquerda, decepada com o machado.

A 'sentença' do catador foi executada por volta do meio dia de ontem, na Rua Nazaré de Maria, na localidade conhecida como Baixa da Égua, no Engenho Velho da Federação.

Ao final da tortura, um parente ainda o levou ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas Jonas morreu às 13h38 – cerca de 50 minutos após chegar à unidade de saúde.

"Saíram arrastando ele de uma rua a outra", contou um familiar, que preferiu não informar o nome por medo de represálias.

Os familiares de Jonas foram os únicos moradores da localidade que falaram sobre o crime. Doze dos 13 moradores abordados pela reportagem afirmaram desconhecer o fato. Não informaram sequer onde a família da suposta vítima poderia ser encontrada.

"Sobre isso ninguém vai falar nada", disse um homem, ao passo que se afastava.