Nas Ruas

Sex, 29/06/2018 | Atualizado em: 29/06/2018 às 05h00


Nas Ruas

Em alta Só perigo nas encostas da city

Gabriel Andrade*
A+ A-

O deslizamento que aconteceu na última segunda-feira na avenida Afrânio Peixoto (Suburbana), no bairro de Plataforma, foi apenas um dos 738 registrados, até o momento, em 2018 na capital baiana. Os números deste ano, conforme dados da Defesa Civil de Salvador (Codesal), já superam o ocorrido em todo o ano de 2017, que contou com 412 casos.

A quantidade de imóveis condenados, também, teve um crescimento, com 940 em 2018 contra 652 casos em 2017.

O engenheiro civil e presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea), Luis Edmundo Campos, explica que as chuvas mais fracas e insistentes, podem gerar mais deslizamentos que uma chuva forte e rápida.

"A chuva constante tem tempo para penetrar no terreno. Já a forte, sem chuvas anteriores, vai escoar mais superficialmente, descendo como uma cachoeira. Nesse caso, o problema que pode dar é o alagamento", esclarece. Com o passar da estação chuvosa. A chuvinha fraca, constante, é muito mais perigosa para deslizamento.

Ele explica ainda que esse tipo de movimentação do solo pode ocorrer, inclusive, sem chuva. "Deslizamentos já aconteceram em pleno sol, por causa da água que penetrou dias antes".

Segundo a Codesal, entre 2016 e 2017 foram aplicados 60 mil m quadrados de geomantas em encostas de comunidades que vivem em áreas de risco, em 88 pontos de 28 bairros da capital.

* Sob a supervisão da editoraMeire Oliveira