Plantão

Ter, 26/06/2018 | Atualizado em: 26/06/2018 às 10h08


Plantão

Caminhoneiros trabalham na mira do crime

Raul Aguilar
A+ A-

O crime está correndo solta na Estrada do Criminoso. Essa frase poderia ser uma piada pronta, mas, infelizmente, é a realidade dos que utilizam a via que fica no bairro de São Tomé de Paripe.

Caminhoneiros, pedestre e vendedores reclamam que durante a noite, vira e mexe aparece um 'homenageado', que dá nome à estrada, para visitá-los. Ela é a única via de acesso ao Porto Cotegipe e à M. Dias Branco, indústria e empresa de comércio de alimentos, que funcionam 24 horas por dia e recebe caminhões de toda a Bahia e de outros estados.

Durante a noite e madrugada, uma fila de caminhões se forma na estrada que não tem iluminação. Zenildo Santos, 36, descarrega grãos no local há 5 anos e confessa: "Segurança aqui só de Deus. De ano em ano aparece uma viatura aqui. Durante a noite essa via fica um breu, e aí os criminosos aproveitam a escuridão para agir". Dona Maria dos lanches trabalha no local desde o inicio do ano e há cerca de dois meses quase foi roubada: "Eles me abordaram enquanto eu ia embora. Um mostrou a arma e puxou minha bolsa, eu chamei por Deus e ele me devolveu".