Nas Ruas

Ter, 26/06/2018 | Atualizado em: 26/06/2018 às 10h08


Nas Ruas

Deu ruim Camelôs resistem a sair do ponto

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Vai um cachorro-quente? Um carregador portátil? Se preferir, pode ser milho cozido, sanduíche natural, chocolate ou porção de batata frita. Com o crescimento do desemprego, o comércio iregular se expandiu e levou para a rua centenas de ambulantes.

Instalados em diversos pontos da cidade, grande parte dessas pessoas foram parar na região do Shopping da Bahia, de onde a Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), pretende tirá-los. O órgão vem realizando reuniões, presididas pelo secretário Marcus Passos, com o Sindicato dos Vendedores Ambulantes e Feirantes da Cidade do Salvador, para apresentar propostas de relocação, padronização e reorganização dos comerciantes.

Para o vendedor de bebidas Milton Jorge, de 43 anos, a situação mudou para melhor, mas a ideia de sair de lá não agrada. "Antes a gente corria era de tiro de revólver, não tinha isopor. Estou aqui há 20 anos e ninguém vai me tiraro. Eles querem mudar o posto de reabastecimento para Pernambués e dar um cooler pequeno. Como é que?", questiona.

Alguns vendedores ainda informaram que o plano apresentado nas reuniões é levá-los para a praça em frente ao shopping, onde, segundo eles não cabe nem metade das pessoas que trabalham na região. De acordo com os ambulantes, o material padrão oferecido não comporta a quantidade de material que precisam vender para ter algum lucro diário.

* Sob a supervisão da editora Ellen Alaver