Nas Ruas

Ter, 19/06/2018 | Atualizado em: 19/06/2018 às 05h00


Nas Ruas

Emoção no último 'desfile' de Tapajós

Gabriel Andrade e Henrique Almeida*
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Entre saudade e gratidão, uma parte importante da história do Carnaval baiano pediu passagem pelas ruas do centro de Salvador. Ontem, o cortejo fúnebre que conduzia o caixão de Orlando Tapajós saiu do palácio Rio Branco, onde o corpo foi velado, passou pela Rua Chile, Avenida Carlos Gomes, deu a volta na Casa D'Itália, pegou a Avenida 7 e terminou na praça Castro Alves.

O ponto de maior emoção aconteceu durante o discurso do amigo de Orlando, Valdemar Sandis Novais, sob os acordes da guitarra baiana de Armandinho entoando a Ave-Maria.

Aos 85 anos, o pioneiro na construção de trios elétricos morreu, no último sábado, vítima de infarto.

"Por mais de 60 anos, ele [Orlando] fez esse mesmo circuito que estamos fazendo, derramando sua alegria para os foliões. Graças a ele e ao trio Tapajós, o Carnaval e o nome da Bahia foi levado para todo o Brasil. Ele era uma pessoa especial e sua contribuição para o Carnaval de Salvador é enorme", disse Valdemar em seu discurso emocionado.

* Sob a supervisão da editora Meire Oliveira