Ter, 22/05/2018 | Atualizado em: 22/05/2018 às 05h00

É difícil dizer até já

Davi Fonseca*
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O dia a dia não é fácil para ninguém. Para as mulheres o desafio se torna ainda quando têm de se dividir entre as funções de mãe e profissional, especialmente quando acaba a licença-maternidade.

Milena Adans, 20, que o diga. Mãe de "primeira viagem", ela voltou ao trabalho há uma semana. "O sentimento é confuso. Senti falta do trabalho, embora seja maravilhoso estar com o meu filho", admite a assistente de vendas, mãe do pequeno Oliver Adans, de 4 meses. "O mais difícil é lidar com a distância", afirma a jovem, que conta com sua mãe nas sete horas diárias que passa longe do filhote.

O psicólogo Joaquim Moura, da Clínica Fênix, explica que nos primeiros meses o bebê depende física, psicológica e emocionalmente da mãe e pode sofrer quando esse vínculo é quebrado. "Isso pode gerar o trauma da perda, que pode acompanhá-lo durante toda a vida se não for administrado de forma consciente. Para a mãe, a culpa pelo 'abadono' pode levá-la à superproteção, impactando no desenvolvimento psicológico e emocional da criança", alerta.

Do ponto de vista físico, o maior comprometimento se dá com a alimentação. De acordo com Dr. Roberto Sapolnik, pediatra do Hospital São Rafael, o ideal é que o leite materno seja o único alimento até os seis meses de vida. "Após esse período, até os dois anos, ele pode ser conciliado com outros alimentos. O leite materno possui substâncias bioativas e anticorpos importantes para o desenvolvimento físico e neurológico do bebê", conclui.

* Sob a supervisão da editora Ellen Alaver