Sex, 18/05/2018 | Atualizado em: 18/05/2018 às 05h01

Sem clima! Tá difícil para Caíque se manter no Leão

Amanda Souza*
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Não tem santo que faça a torcida do Vitória simpatizar com Caíque. Nas arquibancadas, nas ruas e nas redes sociais, o que se ver é um total clima de insatisfação com a atuação do garoto.

O desagrado não é recente, mas parece ter se tornado insustentável após a primeira partida das quartas de final da Copa do Nordeste. O time perdeu num baile que terminou em 3 a 0 para o Sampaio Corrêa. Em dois dos gols, Caíque foi o principal responsável.

O jovem goleiro, prata da casa rubro-negra, tem apenas 20 anos. Por isso, por muito tempo, a ideia de que um bom desempenho seria alcançado com o tempo foi vendida, mas, a essa altura, a torcida já não compra mais o discurso. As falhas consecutivas e inconstantes atuações têm tornado a relação do goleiro com o torcedor rubro-negro cada vez mais turbulenta.

A estreia de Caíque como profissional foi em 2016, no primeiro Ba-Vi daquele ano, pelo Campeonato Baiano. O goleiro fez boas defesas e ajudou a equipe a vencer a partida por 2 a 0. A atuação de encher os olhos movimentou torcida e mídia. O Vitória estaria revelando mais um grande goleiro, como foi com Dida?

Mesmo mostrando serviço, a titularidade ainda não seria uma realidade para o 'Gato Preto'. Até que, pouco mais de dois anos depois, Caíque viria a assumir as redes rubro-negras e deixar Fernando Miguel no banco de reservas. A decisão do técnico Vágner Mancini parecia contrária à lógica e ao desejo da torcida, mas nada o fez mudar de ideia.

Com a transferência de Fernando Miguel para o Vasco, a titularidade de Caíque foi confirmada. Hoje, os três goleiros do Leão são da base rubro-negra. Além de Caíque, Ronaldo e Diego Washington compõem o elenco.

Nas 14 partidas que defendeu o clube em 2018, Caíque sofreu 21 gols. Média de 1,5 gol sofrido por jogo. Um número que tem incomodado a torcida, que cobra mudança imediata. Ainda assim, tudo indica que a renovação do contrato do goleiro até 2020 esteja bem encaminhada.

O histórico oscilante é outro fator negativo. Entregou um gol no primeiro jogo contra o Internacional pela Copa do Brasil, mas foi importante na disputa de pênaltis da partida decisiva. Fez grandes defesas no jogo contra o Vasco, mas entregou o ouro para o Sampaio Correa. Falta regularidade.

Não que ele seja o grande culpado pela má fase do clube, mas os questionamentos acerca da presença no time titular têm fundamento. Mas é o técnico quem decide quem entra em campo. E Mancini, agora, parece colocar em cheque a entrada do goleiro. Ele mesmo disse ao torcedor: "Eu falei que Caíque vai jogar domingo?".

* Sob a supervisão do editor Rafael Tiago Nunes