Sex, 11/05/2018 | Atualizado em: 11/05/2018 às 05h00

mobilidade A difícil rotina dos deficientes em Salvador

Nágila Santana
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Jailson Carvalho, presidente da Associação Municipal e Metropolitana de Apoio aos Deficientes Físicos (Ampdef) aprendeu desde cedo a lidar com a deficiência. Essa luta é iniciada desde a casa, onde o mesmo enfrenta problemas para se deslocar, por morar em uma ladeira. "Só consigo sair da minha casa se tiver alguém para me ajudar a descer" , conta ele.

Após essa primeira barreira, a ida ao ponto de ônibus se torna cada dia mais perigosa, onde o cadeirante disputa espaço com os carros, além da dificuldade em conseguir manobrar a cadeira, por conta dos enormes buracos na pista.

Estes problemas estão presentes no cotidiano das pessoas com deficiência, com calçadas em péssimas condições e cheias obstáculos. Muitas vezes os deficientes físicos acabam tendo que se deslocar pela pista, por conta da falta de rampas de acesso e de vendedores ambulantes, que acabam tomando conta dos passeios.

Para piorar a situação, Jaílson relata não conseguir acesso a alguns supermercados, prédios públicos e privados, farmácias, em diversos bairros de Salvador, relatando que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) libera os alvarás de funcionamento para estabelecimentos que não possuem acessibilidade para os deficientes, mesmo tratando-se de ser uma obrigatoriedade descrita por lei.