Qua, 09/05/2018 | Atualizado em: 09/05/2018 às 05h00

Susto Desabamento no Rio Vermelho

Henrique Almeida*
compartilhe
Enviar para Amigo
INDIQUE A UM AMIGO

Para enviar para outro(s) amigo(s), separe os e-mails com “ , ” (vírgula). Ex.:nome@exemplo.com.br, nome@exemplo.com.br

Imprimir
Reportar erro

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas pelo MASSA preencha os dados abaixo e clique em "Enviar"

Aumentar fonte Diminuir fonte

A vista privilegiada para o mar da casa de Iracema Lima, 44 anos, na Rua Alto da Sereia, no Rio Vermelho, é proporcional ao tamanho do risco do lugar onde o imóvel que cedeu na noite da segunda-feira passada foi construído. Entre formações rochosas, os escombros da sala de estar da casa que cedeu por volta das 19h40.

Ontem, outras quatro casas foram condenadas pela Defesa Civil (Codesal). Em duas delas moravam familiares de Iracema. Ninguém ficou ferido.

As famílias foram cadastradas no serviço social da Codesal e receberão auxílio moradia de R$ 300. A ideia é que as casas sejam demolidas. No imóvel de Iracema estavam Dalila Antunes, 19 anos, e Vicente Antunes, 2 anos, filha e neto de Iracema. O outro filho, Elton Antunes, 23 anos, estava no colégio.

Dalila conta que antes do desmoronamento parcial ouviu alguns "estalos" e percebeu rachaduras. Daí, falou com a tia Maria Lima, 42 anos, que também teve a casa condenada e orientou Dalila a não ficar em casa.

"Quando cheguei, não entrei em casa. Fiquei com a minha irmã [Maria]. Cinco minutos depois, o telefone tocou. Era o meu ex-marido. Dalila e Vicente foram atender, quando saíram a sala desabou. Perdi TV, rádio, várias coisas. Só restou a geladeira, o fogão que está danificado e as roupas. Não há como voltar para casa", lamenta Iracema. Ela ainda destaca que o imóvel teve reforma concluída há cinco meses.

*Sob a supervisãoda editora Meire Oliveira