Viver Bem

Qui, 03/05/2018 | Atualizado em: 03/05/2018 às 05h00


Viver Bem

Compartilhar para sofrer menos

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A separação de um casal é um fato que pode acontecer, em qualquer momento da relação. além de doloroso para os adultos, é especialmente difícil para as crianças. A guarda compartilhada pode ser o caminho para amenizar possíveis dores emocionais para todos os envolvidos.

Segundo o advogado Gabriel Bonfim, do escritório GB Advogados Associados, a guarda compartilhada consiste na divisão igualitária das responsabilidades dos pais sobre a criança. "Vale tanto para casais separados ou para aqueles que não chegaram a casar. Toda decisão sobre a criança passa por ambas as partes", explica, ressaltando que a legislação, inclusive, trata a guarda compartilhada como modalidade preferencial em caso de separações.

A psicóloga Juliana Calixto, do Núcleo de Terapia Integrada Jordan Campos, a lei faz sentido por ser esta a forma mais equilibrada de manter os vínculos parentais com os filhos, após o fim do relacionamento do casal. "Mesmo separados, os pais permanecem com as obrigações na formação dos filhos. Eles são coresponsáveis pelo desenvolvimento da criança e devem alinhar as decisões sobre a vida dos filhos", afirma.

Por outro lado, a psicóloga Sarah Lopez diz que a guarda compartilhada só funciona quando os pais conseguem manter um contato harmonioso e saudável. "Caso os pais não mantenham uma boa relação, esta partilha pode ocasionar conflitos, que fatalmente afetarão as crianças", alerta.

* Sob supervisão da editora Ellen Alaver