Qua, 02/05/2018 | Atualizado em: 02/05/2018 às 14h55

Pelô Rock Fest vai dar o que falar!

Chico Castro Jr.
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Mauricinhos e bundas-moles em geral é melhor passarem bem longe do Largo Quincas Berro d'Água na noite do dia 12 próximo. Uma das bandas mais furiosas e teoricamente radicais do punk rock brasileiro volta a se apresentar em Salvador, 11 anos depois de sua última passagem por aqui.

Sim, a lendária Garotos Podres é a atração principal do evento Pelô Rock Fest, que ainda conta com as locais Barulho S/A e Carburados Rock Motor fazendo as honras da casa.

Nascida no ABC paulista em 1982, em plena agitação das greves e do movimento punk, a Garotos Podres tem seu nome inscrito entre os grandes pioneiros do punk rock brasileiro, ombro a ombro com Inocentes, Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco e outros.

Único membro original, o vocalista Mao – José Rodrigues Mao Júnior – é um dos principais ideólogos do movimento no Brasil. Doutor em história econômica pela USP, Mao promete para o show tanto os clássicos quanto as novidades da banda. "Além de um apanhado das músicas clássicas desde 1982, teremos também as músicas do álbum "Contra os Coxinhas Renegados Inimigos do Povo" (2014), da época que nos utilizávamos da identidade secreta O Satânico Dr. Mao & Os Espiões Secretos. Além disso, teremos as músicas do compacto digital "Canções de Resistência" que lançamos no dia 25 último", conta.

Em sua longa trajetória, a Garotos Podres passou por uma situação possivelmente inédita no rock brasileiro. Em 2012, o quarteto rachou por conta da discordância política entre seus membros – uma antevisão do que acontece hoje em dia até entre familiares e grupos de amigos.

"Uma metade (eu e o guitarrista) fomos para um lado, e a outra metade para outro. Inicialmente eu e o guitarrista planejávamos dar continuidade à banda. Isto nos parecia legítimo e natural, já que eu era o último remanescente da formação original, além de ser autor e compositor da maioria das letras e músicas", conta.

Qual não foi sua surpresa ao ver que a outra metade já tinha se antecipado, se apropriando da marca. A pendenga judicial se arrastou até novembro último, quando a outra parte anunciou no Facebook estar encerrando as atividades da banda. "Diante deste contexto, resolvemos assumir a nossa verdadeira identidade", revelou.