Viver Bem

Ter, 17/04/2018 | Atualizado em: 17/04/2018 às 05h00


Viver Bem

De volta às cavernas

amanda souza*
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Basta 'googar' e você vai encontrar os mais variados tipos de dieta. As promessas também, mas nem todas são cumpridas.

A dieta paleolítica, modelo baseado no jejum prolongado associado à restrição de carboidratos, costuma provocar desconfiança pelo lado inusitado. Por isso, Ana Castro, 21, achou que essa seria só mais uma dos regimes loucos da internet. "No início, não achei que valeria a pena, até que li depoimentos de pessoas que realmente conseguiram perder peso", lembra.

Apesar de diferente, a dieta pode realmente fazer efeito se for seguida de maneira correta, como atesta o nutricionista Bruno Almeida. "A redução no consumo de carboidratos é fundamental, já que a ingestão deles eleva os níveis de glicose para ser metabolizada e transformada em gordura", explica.

Essa dieta é chamada de paleolítica por propor uma alimentação baseada no modelo de consumo dos nossos ancestrais. O funcionamento, no entanto, não é nada 'cavernoso'. Pelo contrário, é bem simples!

Comece cortando carboidratos não naturais, como pães e massas em geral. As fontes naturais desse macronutriente são as verduras, frutas e legumes. É importante equilibrar esses alimentos com outros menos ricos em carboidratos.

Outro passo é abusar das gorduras. Isso mesmo! Priorize o consumo de carnes, oleaginosas (nozes e castanhas), e também peixes como bacalhau e atum.

A alimentação é baseada na ideia de jejum intermitente. Isso quer dizer que você deve fazer longos intervalos entre as refeições. "Eu como à vontade, mas só duas ou três vezes ao dia. É como se eu fizesse um estoque de comida para ficar longos períodos sem me alimentar", contou Ana.

Se decidir adotar a dieta, não deixe de buscar um nutricionista.

* Sob a supervisão da editora Ellen Alaver