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Qua, 11/04/2018 | Atualizado em: 11/04/2018 às 05h01


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Tem buzu Motôs voltam cheios de medo

Euzeni Daltro
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"Voltamos por livre e espontânea pressão. Infelizmente não é como a gente quer. Dizer que estamos felizes por voltar a entrar nos bairros nessa situação, não estamos. Mas, se não vier, tem represália. Se a categoria puder escolher entre entrar e não entrar, 100% vai optar por não entrar. Está todo mundo com receio", desabafou um rodoviário, na manhã de ontem, após os ônibus voltarem a circular até os finais de linha dos bairros Vale das Pedrinhas, Santa Cruz e Nordeste de Amaralina.

O serviço estava interrompido desde o início da noite do último sábado (7), após quatro traficantes ligados à facção criminosa Comando da Paz (CP) atearem fogo a dois coletivos no final de linha do Vale das Pedrinhas. Cerca de 20 minutos depois, dois traficantes da mesma facção incendiaram um ônibus no bairro de Amaralina.

"Na verdade, você está vendo uma segurança aqui, mas não é 24h. Em outras situações menos graves que essa a gente ficou menos tempo sem entrar aqui", completou o rodoviário.

Outro rodoviário afirmou que a categoria foi obrigada a entrar nos bairros ontem. "Fomos obrigados. A empresa determinou e o sindicato acatou. Aqui a gente tem medo. Não tem um rodoviário que não tenha medo", disse.

O medo tão relatados pelos profissionais é de que novos ataques a ônibus voltem a acontecer. E consequentemente do risco ao qual estão exposto, apesar do reforço policial.