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Ter, 10/04/2018 | Atualizado em: 10/04/2018 às 05h00

Sem paz Trafica forte é suspeito de dar ordem ao terror

Euzeni Daltro
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Marcelo Henrique Menezes dos Santos, o Elias ou Pinto, é o principal suspeito de ter ordenado a queima de ônibus no Vale das Pedrinhas e em Amaralina na noite do último sábado (7). A informação foi passada pelo major Amilton Júnior, comandante da 40ª Companhia Independente da Polícia Militar (Nordeste de Amaralina).

O comandante afirmou que Marcelo é o segundo na hierarquia do grupo que controla o tráfico de drogas no complexo do Nordeste de Amaralina e ordenou a queima dos coletivos em resposta a uma série de ações promovidas pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público (MP), na semana passada. Apenas a facção Comando da Paz (CP) atua na região.

"Elias é um dos mais influentes aí dentro. Tanto que os outros seguem as ordens dele", afirmou o major. As ações das polícias Civil e Militar mencionadas pelo oficial resultaram na morte de quatro integrantes do tráfico local. Além disso, dois membros do CP foram transferidos de unidade prisional durante a operação A La Carte, deflagrada pelo MP na sexta-feira. "Isso acirrou ainda mais os ânimos", disse o major.

O policiamento foi reforçado na região logo após os atos de vandalismo. Mas um número maior de guarnições nas ruas não impediu que Demilson Maciel Menezes, 48 anos, fosse assassinado a tiros na madrugada de ontem, próximo ao final de linha do Vale das Pedrinhas.

"Segundo a família, ele era usuário de drogas, sofria de problemas mentais e costumava perambular pelo bairro durante a madrugada", afirmou o major. A 40ª CIPM recebeu informações de que Demilson foi morto porque mexia com mulheres em suas andanças. Moradores comentavam que o assassinato foi motivado porque ele falava sobre o tráfico. "Rapaz, o cara mora na favela, tem quem ficar calado. Eu moro na favela. Eu não sei de nada", disse um morador.

Desde a noite de sábado e até o início da noite de ontem, os ônibus permaneciam sem entrar no Vale das Pedrinhas, na Santa Cruz e no Nordeste de Amaralina. A normalização do serviço estava prevista para a manhã de ontem, mas foi suspensa após o assassinato.