Viver Bem

Seg, 02/04/2018 | Atualizado em: 02/04/2018 às 05h00


Viver Bem

Um mundo que deve ser descoberto

Gabriela Albach / A Tarde SP
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Uma em cada 68 crianças nasce com autismo no Brasil, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Estima-se que 220 mil baianos tenham nascido com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). São milhares de pessoas especiais que precisam de acesso a serviços básicos, cenário que atrai atenção neste 2 de abril, quando se comemora o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

"A sigla TEA se refere a um grupo de transtornos caracterizados por dificuldades na interação social e de comunicação, associados a comportamentos repetitivos e interesses restritos", esclarece a terapeuta ocupacional Dayane Sanches de Castro, do Grupo São Cristóvão Saúde.

O processo de alfabetização de crianças com TEA é bastante variado porque o transtorno se manifesta de formas diferentes. A educação precisa da adaptação de recursos, além de um plano de desenvolvimento personalizado.

"Quando temos cadeirante na escola, precisamos de um processo de acessibilidade; quando temos um deficiente visual, fazemos uso do braile; quando temos um deficiente auditivo, usamos a Libras; e quando temos uma pessoa com autismo precisamos adaptar a realidade dos recursos para que ela possa compreender o universo que a circunda", argumenta Rita Valéria Brasil, pedagoga, orientadora educacional e presidente da Associação de Amigos dos Autistas da BaDayane alerta sobre a necessidade de promover melhoria na qualidade de vida, ampliando a perspectiva da autonomia, independência, linguagem, socialização e capacidades cognitivas.