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Ter, 27/02/2018 | Atualizado em: 27/02/2018 às 05h00


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BA-VI NO BANCO DOS RÉUS

jefferson domingos
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O julgamento referente às confusões no Ba-Vi do último dia 18, ocorre hoje, no auditório do Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA), no Palácio dos Esportes, na Praça Castro Alves, a partir das 18h. Todas denúncias, formuladas pelo procurador Hermes Hilarião, terão que ser julgadas na mesma sessão. Ele abrirá cada audiência apresentando as provas baseado na súmula do árbitro Jailson Macedo Freitas, das imagens da transmissão da partida e de testemunhas solicitadas.

Sorteado para formular as denúncias, Hilarião diz que vem sendo ameaçado por torcedores do Vitória. "Recebo várias mensagens de ameaça no WhatsApp, dizendo para ter cuidado com a minha segurança e a da minha família", relatou o procurador.

Quatro auditores da 1ª Comissão Disciplinar do TJD-BA irão analisar as denúncias. O presidente da sessão será Jaime Barreiros Neto. Os demais auditores serão Silvio Quadros Mercês, Marcos Melo e Maurício Saporito. A legislação prevê cinco auditores, mas o auditor Marcos Bonfim declarou impedimento, e pediu para deixar sessão.

Seguindo o artigo 18 do CBJD, Bonfim alegou que atuou como advogado do zagueiro Lucas Fonseca, do Bahia, numa ação trabalhista contra o próprio Tricolor, em 2014. Com cinco, a decisão para inocentar ou punir o infrator seria tomada por maioria simples (três votos contra dois). Agora, com quatro, se houver empate de dois votos contra dois, a sentença aplicada será sempre a que beneficiar o infrator, entre elas a absolvição.

Além do Vitória, acusado de ter encerrado o clássico antecipadamente de forma intencional, serão julgados oito atletas do Rubro-Negro, o técnico Vagner Mancini e o supervisor de futebol Mário Silva. Para que a pena máxima tenha efeito contra o Vitória, os auditores têm que entender que a desistência do Leão e os três pontos dados ao Bahia prejudicaram outras equipes. "Jequié e o Fluminense de Feira não conseguirão mais alcançar o Bahia por forças próprias. Ou seja, houve um prejuízo direto aos dois clubes, e por isso a denúncia", disse o procurador.

Por parte do Bahia serão quatro jogadores sob julgamento. Todos podem recorrer das sentenças. O julgamento em segunda instância será no tribunal pleno do TJD-BA. Em caso de novo recurso, irá para o Superior Tribunal de Justiça.