Ter, 27/02/2018 | Atualizado em: 27/02/2018 às 05h00

Fonte Nova Wagner vira alvo da Polícia Federal

Franco Adailton e Regina Bochicchio
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Titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi apontado pela Polícia Federal (PF) como suspeito de receber R$ 82 milhões em propina fruto de suposto superfaturamento de R$ 200 milhões nos contratos com a Arena Fonte Nova.

A casa do ex-mandatário foi alvo, ontem, de um dos sete mandados de busca e apreensão da Operação Cartão Vermelho da PF, que investiga suspeita de favorecimento da antiga administração petista ao consórcio OAS/Odebrecht nos contratos de demolição, reconstrução e gestão do estádio.

Segundo a PF, o superfaturamento pago em 2009 chegaria à casa dos R$ 450 milhões, em valores atuais. O valor teria sido repassado à Odebrecht sob disfarce de pagamento do acordo judicial da dívida de R$ 290 milhões que a Companhia de Engenharia e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) tinha com a empresa.

Com base em delações, a PF chegou à conclusão de que o acordo teria sido minutado pelo então titular da Secretaria da Administração do Estado, Manoel Vitório, a pedido do atual governador Rui Costa, à época no comando da Casa Civil.

Entre o material apreendido no apartamento de Wagner, num luxuoso edifício no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador, estão um aparelho celular, documentos e 15 relógios de luxo, segundo informou a chefe da delegacia de combate à corrupção da PF, delegada Luciana Matutino.