Sex, 23/02/2018 | Atualizado em: 23/02/2018 às 05h00

Barroquinha Em busca do cliente perdido

Yuri Silva
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Em um ano, entre 2016 e o final de 2017, o comerciante Michel Nader, 48, dono de uma loja de roupas na Barroquinha, viu o volume de vendas cair de R$ 50 mil para, no máximo, R$ 10 mil. Desde então, contabiliza, cinco dos seis funcionários foram dispensados.

Não muito distante dali, numa transversal da Rua do Paraíso, o síndico Roberval Figueiredo, responsável por administrar o Residencial São Bento, condomínio com 40 pontos comerciais, tem 35 inquilinos com aluguel inadimplentes atualmente.

As duas situações, que se espalham pelos passeios da Barroquinha e da Baixa dos Sapateiros, onde a principal atividade é comercial, são atribuídas pelos donos de lojas, funcionários e transeuntes a mudanças recentemente promovidas no transporte público de Salvador – o que afetou a região.

Eles afirmam que, após a otimização de linhas de ônibus para alimentar os vagões do metrô, 21 itinerários deixaram de circular naquelas bandas – o que, para quem depende das vendas em meio a uma crise econômica, significa ainda menos clientes desembarcando no Terminal de Rodoviário da Barroquinha.

Uma pesquisa da Associação dos Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha (Albasa) aponta, por exemplo, que 63% dos consumidores que frequentam o comércio do bairro chegam lá utilizando ônibus.

Nas contas do síndico Roberval Figueiredo, 47 linhas fixas passavam pelo local, mas agora são apenas 26 – uma redução de 44,6%.