Nas Ruas

Qua, 14/02/2018 | Atualizado em: 14/02/2018 às 05h00


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Bicampeã Tatuapé fatura título em São Paulo

Estadão Conteúdo
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A Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã do carnaval paulistano com nota máxima em todos os quesitos. A Mocidade Alegre ficou com o vice-campeonato. A escola, que levou para avenida uma homenagem ao Maranhão, com carros colossais e fantasias ricas em detalhes, também teve como marca o fato de não ter conseguido patrocínio. Para brilhar, apostou no reaproveitamento de penas, pedras e outros materiais para poupar cerca de R$ 800 mil este ano.

"Estou muito contente. Nós fizemos o melhor espetáculo e o segredo é o nosso povo", disse o presidente da Acadêmicos do Tatuapé Eduardo dos Santos.

Os integrantes da escola que acompanharam a apuração ficaram quietos até a leitura da última nota, quando soltaram o grito de "bicampeão". Santos explicou o silêncio.

"A gente sabia que ia ser um carnaval muito disputado. A gente ouviu nota a nota com esperança. Todo mundo estava apreensivo e muita gente estava empatada. Qualquer nota poderia interferir no resultado".

Antes do desfile, Santos havia relatado que mais de 90% das fantasias são recuperadas depois do carnaval. Para explicar o espírito por trás da ação, em entrevista à colunista do jornal "O Estado de S. Paulo", Sonia Racy, ele citou um samba-enredo da Salgueiro de 1986: "Tem que se tirar da cabeça aquilo que não se tem no bolso!".

As escolas Unidos do Peruche e Independente Tricolor foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.

A bicampeã abusou dos adereços de fauna e flora e até arriscou uma batida estilo reggae, estilo musical que nasceu na Jamaica e é muito ouvido no Maranhão, chamado no samba-enredo de "terra da encantaria".